
Em um carro movido a gasolina, Etanol ou Diesel, p combustível presente no tanque é direcionado para ser queimado internamento no motor. Essa queima controlada libera uma quantidade de energia que é utilizada para mover os componentes internos do motor, produzindo o torque que é transmitido as rodas pelo sistema de transmissão.
Para obter essa energia é preciso criar uma condição onde haja três elementos: o combustível que está no tanque, o comburente que é o oxigênio presente no ar que é admitido pelo motor e uma fonte de calor que pode ser uma centelha elétrica, no caso dos motores a gasolina e Etanol ( Ciclo Otto ) ou por compressão ( ciclo Diesel ).
Esse processo quebra a molécula do combustível e a combina com o oxigênio, liberando energia em forma de calor. Se a queima desses combustíveis fosse perfeita, o resultado da combustão seria apenas vapor d’água e Gás Carbônico ( CO2 ), que não oferecem risco, visto que um é apenas água no estado gasoso e o Dióxido de Carbônico é convertido pelas plantas no processo de fotossíntese, liberando Oxigênio na atmosfera.
O problema é que outras substâncias são formadas nesse processo e está ligado diretamente a quantidade de Carbono na molécula do combustível. Principalmente se forem de origem fóssil como são chamados os combustíveis derivados de Petróleo como Gasolina e Diesel.
A molécula da Gasolina, por exemplo, possui entre sete e oito átomos de Carbono, e uma vez quebrada a ligação química entre eles pela energia da queima, esses átomos agora livres se combinam com outros elementos como Nitrogênio ( N2 ) , Hidrogênio ( H2 ) e até mesmo Enxofre ( S8). O resultado disso é a emissão de gases poluentes como monóxido de Carbono ( CO ), hidrocarboneto ( HC ) e NOx ( óxido de Nitrogênio ), além do próprio Carbono ( C ) que afetam as vias respiratórias, e contribuem para o aquecimento do Planeta.
Já o Diesel, por ter uma queima em alta temperatura, sua combustão se torna mais eficiente, apesar da molécula do Diesel conter entre 15 a 18 átomos de Carbono. Nesse caso as emissões são mais elevadas de NOx em relação a Gasolina.
O Etanol, por sua vez é menos poluentes porque em sua molécula há apenas dois Carbonos ( C ) e assim a queima é mais completa, resultando em um menor nível de emissões.
Independente do combustível utilizado, em todos eles há produção de gases tóxicos em sua queima, em maior ou menor volume. Isso obriga os fabricantes de veículos a equiparem seus veículos com sistemas que amenizam os níveis de emissões do motor, contribuindo para o controle dos gases poluentes como catalisador, sensor de Oxigênio no escapamento, e válvula EGR, além do uso de ARLA no caso dos novos motores a Diesel.
Há ainda um investimento considerável por parte das montadoras para tornar seus motores cada vez mais econômicos, pois quanto menos consomem, menor será sua emissão de poluentes. Essas tecnologias apesar de serem altamente relevantes, tornam os motores cada vez mais complexos e caros.
A forma encontrada pelos engenheiros para reduzir os níveis de poluentes ainda mais é utilizar um motor elétrico para tracionar o carro nas condições onde o motor a combustão mais consome combustível, como em marcha lenta no trânsito ou em acelerações. Por esse motivo os híbridos estão ganhando cada vez mais espaço entre os fabricantes de veículos.
Os elétricos, por sua vez, por utilizarem apenas motores elétricos para tração, não há qualquer tipo de emissão de poluentes durante o seu funcionamento e por isso são considerados “Zero Emissões” ou “Carbono Zero”.