
Qualquer condutor mais experiente já passou pela situação de ficar com o carro na rua sem combustível. Ou pelo menos conhece alguém que isso já ocorreu.
Seja por uma falha no marcador de combustível, seja por puro desleixo ou mesmo porque confiou demais no carro achando que o combustível no tanque seria suficiente para chegar ao posto mais próximo, ficar com o carro na rua é um tanto frustrante, e nos dias atuais, com os compromissos pessoais, até bastante inconveniente.
Ninguém em sã consciência quer ficar sem combustível, ou mesmo, planeja isso. Isso é algo que ocorre mais por descuido do que por uma falha mecânica. Por isso, qualquer condutor sabe que sem combustível o carro não vai andar, e por isso, é preciso ter o mínimo de consciência do quanto se pode rodar com o combustível que ainda se tem no tanque.
Muito condutores preferem não se expor a essa situação e procuram abastecer assim que a luz da reserva acende.
E, caso se fique na rua por uma “pane seca” que é o termo técnico para a parada do veículo por falta de combustível, basta utilizar um reservatório dedicado vendido em postos de combustível para realizar o abastecimento emergencial do carro, e pronto. Motor funcionando novamente.
O mesmo princípio vale para um carro elétrico: “sem energia na bateria o carro fica na rua!” ou seja, o condutor desse tipo de carro também precisa ter um mínimo de planejamento, ficando ainda mais atento pois a disponibilidade de carregadores é muito menor que a de postos de combustível.
Mas se por acaso, a estimativa de autonomia não deu muito certo, ou foi necessário fugir da rota e por isso a carga da bateria não foi suficiente para chegar em casa ou em um ponto de recarga, o veículo irá parar.
Mas, não de imediato. O carro irá indicar continuamente a necessidade de carregamento assim que a carga da bateria chegar a 10%. Abaixo disso o carro pode desligar alguns componentes para conseguir alguns quilômetros a mais de autonomia, como por exemplo o ar condicionado. A perde de velocidade será perceptível até o ponto que o carro irá chegar a imobilidade.
Nesse caso, apesar de o veículo indicar que a bateria chegou a “zero” isso não ocorre, pois sempre há uma reserva de bateria que não é consumida. Isso ocorre para preservar a própria bateria.
Quando da parada total do carro, pouco há o que se fazer, se não chamar um reboque para conduzir o carro até um ponto de recarga mais próximo ou até em casa para carregar.
Mas, ao contrário do que se pensa, isso não trará problemas. Basta conectar o carro a um carregador e após uma recarga ele estará disponível novamente para rodar.
Se isso ocorrer de forma eventual, uma vez perdida que seja, não há risco de danificar a bateria. A mesma é produzida para suportar descargas profundas. Mas, apenas carregar o carro quando a carga está muito baixa, ou mesmo, se ter o hábito frequente de só carregar após o carro parar, aí sim estamos expondo a bateria a uma condição severa de uso que com o tempo vai acelerar sua degradação.
Em resumo, uma vez que o carro tenha ficado na rua por falta de carga, é só levar o veículo ao um ponto de carregamento que ele logo estará disponível para rodar novamente. Ficando apenas a experiência ruim na memória.
Não há motivo também para pânico, pois para evitar que isso ocorra o ideal é procurar se planejar, garantindo sempre que a carga da bateria seja mais do que suficiente para cobrir o percurso diário com alguma margem de segurança.